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Morador do DF ganha bronze na Olimpíada Internacional dos Transplantados

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Fonte : Correio Brazilienze

postado em 01/09/2013 08:00 / atualizado em 31/08/2013 18:30  Paloma Oliveto

A experiência, além de fazer bem ao funcionamento do corpo e da mente, potencializa o transplante de órgãos. O aumento de doadores nos países que sediam o evento chega a 30%

Quando o placar estava negativo, Haroldo Rodrigues da Costa decidiu virar o jogo. Se agarrou ao otimismo, à esperança e a uma raquete de tênis. Venceu todas as partidas. Aos 45 anos, o servidor do GDF já conquistou duas medalhas em competições internacionais. O maior troféu, porém, não é esse. Em 1997, ele se submeteu a um transplante renal. Hoje, tem orgulho de provar que, apesar da complexidade da cirurgia, é possível ter uma vida normal. No fim de julho, Haroldo foi um dos quatro brasileiros que participaram da Olimpíada Internacional dos Transplantados, realizada em Durban, na África do Sul. Voltou com o bronze e mais disposição para divulgar a importância da doação de órgãos.

No Brasil, o número de transplantes vem aumentando: foram 7,3 mil procedimentos no ano passado contra 4.194 em 2003. Ainda assim, o Ministério da Saúde estima que 60 mil pessoas aguardam na fila por algum tipo de órgão, sendo que metade delas, como Haroldo, precisa de um novo rim. Para o servidor público, se a competição esportiva fosse mais conhecida no país, ela poderia ser um estímulo aos doadores em potencial — de acordo com a Federação Mundial de Jogos de Transplantados, os países que sediam o evento registram um aumento de 30% nos cadastros de doação. Ele também acha que essa poderia ser uma injeção de ânimo para pessoas que, muitas vezes, se sentem na fronteira entre a vida e a morte.

“Hoje mudou bastante, mas, quando precisei fazer diálise, era muito dramático. Você se despedia de muitas pessoas que não voltavam na próxima sessão. Já aconteceu de pacientes morrerem ao meu lado”, conta Haroldo, sobre o período em que dependeu de uma máquina para filtrar o sangue. “Quando você está naquele tratamento paliativo, vive na esperança de conseguir um doador. Meu maior incentivo é dar uma boa expectativa para as pessoas. Não só para as que estão na fila do transplante, mas para qualquer um que tenha alguma doença grave”, diz.